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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Um pouco de Charles Chaplin

Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia-noite.

É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.

Posso reclamar porque está chovendo... ou agradecer às águas por lavarem a poluição.

Posso ficar triste por não ter dinheiro... ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício.

Posso reclamar sobre minha saúde... ou dar graças por estar vivo.

Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria.... ou posso ser grato por ter nascido.

Posso reclamar por ter que ir trabalhar.... ou agradecer por ter trabalho.

Posso sentir tédio com as tarefas da casa... ou agradecer a Deus por ter um teto para morar.

Posso lamentar decepções com amigos... ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades.

Se as coisas não saíram como planejei, posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar. O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser.

E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma.

Tudo depende só de mim."

Charles Chaplin.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Uma terceira análise sobre olhares e números da desigualdade

Nesta 3ª análise sobre olhares e números da desigualdade, José Carlos Peliano aponta que o sistema econômico capitalista vive das diferenças de mercado.

José Carlos Peliano

O mercado é um funil por onde entram os aptos para o trabalho e onde ficam colocados uns poucos em boas vagas e os demais nas vagas menos favorecidas. Esta a regra fria do capitalismo. O que os olhos não veem o coração não sente. Não adianta se iludir com promessas nem com números de melhores salários e benefícios. A máquina do sistema extrai o máximo dos trabalhadores de maneira diferenciada, tabelada. A tabela mostra rendas e grupos escalonados em forma de pirâmide. Até os dias atuais, de lá a pirâmide não sai, de lá ninguém a tira.

Duas explicações usuais são fornecidas por um grupo de estudiosos para a desigualdade. Uma o desenvolvimento diferenciado de regiões, outra o nivelamento por baixo da formação educacional de boa parte dos trabalhadores. Enquanto esta abriria as portas para a entrada no mercado com salários menores e condições piores de trabalho, aquela pioraria o quadro com oportunidades de trabalho modestas nas regiões menos desenvolvidas e outras aquinhoadas nas regiões mais desenvolvidas. Estas explicações, no entanto, apenas justificam o que se vê, mas não o que está por baixo, o que se numera, senão vejamos.

Tanto o desenvolvimento quanto a educação são diferenciados não porque assim apareceram um dia as regiões e nasceram os trabalhadores, mas porque assim foram produzidos e colocados na tabela da desigualdade pelo sistema econômico capitalista. Este vive das diferenças de mercado, naturais ou por ele mesmo aproveitadas ou provocadas. Dessas diferenças é que são fabricados padrões distintos de lucratividade, eficiência e produtividade, molas mestras do sistema. Se todas as regiões tivessem níveis próximos de desenvolvimento e os trabalhadores formações educacionais semelhantes o sistema estaria estagnado ou trataria ele mesmo de provocar suas crises autodestrutivas para renascer em bases distintas das anteriores de onde voltaria a obter padrões mais confortáveis de expansão.

Vitória de Michelle Bachelet pode reaproximar Chile da América Latina, afirma especialista


Equipe de MIchele  Bachelet visita distritos onde se registrou grande abstenção no primeiro turno |Foto: Michelle Bachelet/Divulgação
Bachelet foi eleita no domingo com mais de 60% dos votos
Eleita novamente presidente do Chile no último domingo (15), a socialista Michelle Bachelet superou com folga a candidata governista, Evelyn Matthei, e o temor de que os altos índices de abstenção prejudicassem o resultado. À frente do La Moneda entre 2006 e 2010, Bachelet terá de aprofundar as prometidas “reformas estruturais” no seu segundo mandato. A sua eleição representa, também, a possibilidade da reaproximação do país com a América Latina.

Rebatizada de “Nueva Mayoría”, a antiga “Concertación”, que governou o país por vinte anos e aparece agora modificada, será cobrada por movimentos sociais, estudantes e por muitos dos seus eleitores para reformular boa parte da estrutura do Estado – principalmente no que diz respeito à saúde e à educação. “Até hoje o Chile vive sob as leis da ditadura. Pouca coisa foi modificada, e enfrentar este tema é um grande desafio para o novo governo”, afirma o economista e professor Luiz Augusto Faria.

Lula visita Bachelet, a candidata de centro-esquerda à presidência chieleba | Foto:  Paola Cornejo / Opera Mundi
Durante a campanha, Lula visitou Bachelet em Santiago
Durante a campanha, houve forte movimentação pela criação de uma Assembleia Constituinte durante o próximo governo. Pesquisas estimam que em algumas comunas mais de 10% dos eleitores deixaram escrita a mensagem “AC” – que representa a reforma constitucional – nas cédulas de votação. “Um sinal positivo é que Bachelet fala em tocar em alguns dos pilares da política pinochetista, que são a saúde e a educação privadas”, aponta o economista.

A eleição de novos quadros políticos, parte deles oriundos do movimento estudantil, poderá fazer com que exista uma forte pressão à esquerda também no poder Legislativo. Nas ruas, é provável que as manifestações continuem exigentes como foram durante a gestão de Sebastián Piñera. A impopularidade do atual presidente acabou refletida na candidata da situação no pleito de 2013. Matthei conseguiu levar a disputa para o segundo turno por poucos votos, mas em nenhum momento deu mostras de que poderia pleitear a primeira colocação.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Da BMW para derrotistas: "o Brasil é um BMW"

Num editorial histórico, publicado nos jornais brasileiros, que hoje exercem um pessimismo militante, a montadora alemã BMW dá uma lição aos fracassomaníacos. "O Brasil passou de mero espectador a vibrante realizador. Deixou de ser aquele sujeito que ficava à beira da estrada, só assistindo aos carros passarem, para virar motor do seu próprio destino", diz o texto; "Se alguns duvidam do Brasil, nós investimos 200 milhões de euros"; ao que tudo indica, os alemães não se informam pela imprensa brasileira


247 - Se os executivos alemães que comandam a BMW, uma das maiores montadoras do mundo, se informassem pela imprensa brasileira, que exerce o que o jornalista Luis Nassif definiu como "pessimismo militante", dificilmente a fábrica de 200 milhões de euros, inaugurada hoje na cidade de Araquari, em Santa Catarina, sairia do papel.
Felizmente, os alemães tomam suas decisões levando em conta suas próprias análises sobre a economia brasileira e suas perspectivas futuras. O resultado é uma fábrica moderna, que está gerando 3,5 mil empregos.
Os alemães, no entanto, decidiram também mandar um recado à imprensa brasileira, num anúncio histórico, publicado hoje na Folha de S. Paulo – o mais pessimista dos meios de comunicação – e também em outros veículos. Eis a íntegra do texto, que também deveria ser lido pelos compradores de BMWs, outros militantes profissionais do pessimismo:

O Brasil é um BMW.
Nova fábrica BMW em Araquari, SC.
Nasce hoje, para um Brasil maior amanhã.

Ultimamente, parece que está na moda questionar a capacidade do Brasil.
A capacidade do País de realizar, de crescer, de ser grande, de ser o país que todo mundo espera e precisa.
Permitam-nos discordar inteiramente dessa percepção. Para nós, o Brasil é um BMW.
Poucos países no mundo cresceram como este.
Cresceram em riqueza, cresceram em possibilidades, em autoafirmação e em plena liberdade.
O Brasil passou de mero espectador a vibrante realizador. Deixou de ser aquele sujeito que ficava à beira da estrada, só assistindo aos carros passarem, para virar motor do seu próprio destino.
Este país é único. Pensa novo. É original de fábrica na sua natureza, na sua língua, no seu povo.
Nenhum país hoje no mundo pode escolher um caminho que não passe pelo Brasil. Nada mais natural do que a BMW estar aqui.
Se alguns duvidam do Brasil, nós investimos 200 milhões de euros.
Se ficam com o pé atrás, nós pisamos no acelerador: vamos gerar mais de 3.500 empregos diretos e indiretos, numa fábrica com capacidade para produzir 32 mil carros por ano: BMW Série 1, Série 3, BMW X1, X3 e MINI Countryman.
Esta fábrica que hoje nasce em Araquari. Que vai incorporar o mesmo modelo de produção, excelência e controle de qualidade com que a BMW produz na Alemanha, trazendo mais know-how e tecnologia a este grande país.
A BMW acredita tanto no Brasil que este será um dos poucos países do mundo a poder fabricar os carros da marca. Um privilégio de pouquíssimos. Aliás, permitam-nos hoje também o privilégio de nos sentir um pouco brasileiros.
O Brasil não se compara a nenhum outro.
Seu estilo não tem igual no mundo. E breve, muito breve, ele vai estar ultrapassando, deixando para trás, falando sozinhos os que há pouco duvidavam da sua capacidade.
O Brasil é um BMW.
Por isso a gente já está se sentindo em casa.

Fonte: http://www.brasil247.com

CAMAQUÃ GANHA ENSINO DE JOVENS E ADULTOS DE NÍVEL MÉDIO EM ESCOLA PÚBLICA

Como já tinha anunciado nas redes sociais e rádios do município, o Ensino Médio de Jovens e Adultos (EJA) de Nível Médio foi aprovado pelo Conselho Estadual de Educação e vamos ter essa modalidade, em 2014, no Instituto Estadual de Educação Cônego Luiz Walter Hanquet. Isto significa ter o EJA gratuito a nível de Ensino Médio, sendo que nesta modalidade, cada período de um ano é cumprido em seis meses, acelerando o processo de conclusão de séries. Claro, ainda faltam alguns pontos a serem superados, como a providência de professores, mas essa é uma vitória a ser muito comemorada por todos que se envolveram: a direção do Instituto de Educação Cônego Walter desde o processo inicial com a ex-diretora Marlete Viana até a conclusão com a atual diretora Eneida Florisbal, a 12ª Coordenaria Regional de Educação e o Governo do Estado. Particularmente, estou muito contente porque atuei muito em favor do EJA de Ensino Médio público, visto ser uma das minhas principais bandeiras.
Durante esses anos todos, a falta de escola pública para o ensino de jovens e adultos de nível médio, trouxe imensas dificuldades e prejuízos para as pessoas de menor renda, pois muitas que não tinham a opção do ensino gratuito, deixaram de continuar seus estudos.
Agora é ficar atento ao período de Inscrições, aos candidatos maiores de 18 anos, e que ocorrerá entre 2 e 10 de janeiro de 2014, nos turnos da manhã, tarde e noite, no próprio Instituto Cônego Walter; já as Matrículas serão realizadas no período de 23 a 30 de janeiro. É importante salientar que a implantação do EJA começa com o 1º ano do Ensino Médio. Para contatos, o telefone do Instituto Estadual de Educação Cônego Luiz Walter Hanquet é (51) 3671-4944.

ABEL BRAGA, OUTRA VEZ.


 Foto: Marcelo Campos
Sou colorado, não fanático nem passional, apaixonado por futebol e defensor da Copa do Mundo no Brasil. Dito isto, vamos ao assunto: o Internacional acaba de anunciar pela sexta vez que terá Abel Braga como técnico do time principal. Como sabe todo mundo que acompanha o meio futebolístico, o Abelão foi quem dirigiu o time na conquista da Libertadores e do Mundial de 2006; além disto, nas outras cinco vezes que foi técnico do Inter, conquistou apenas um Gauchão e colecionou vários fracassos. Em entrevista à Rádio Gaúcha ele se saiu assim:
– Tenho a consciência de que alguma coisa precisa ser melhorada. Conversei com a direção, é o desejo deles. Todo o grupo de trabalho tem que ter a mesma consciência. É o desejo de todos nós a conquista de um titulo nacional. Há muitos anos que não se consegue.
Veja só: “Alguma coisa precisa ser melhorada.” – Não, Abel! Quase tudo precisa melhorar no Inter, principalmente esse jeito sonolento de jogar. Nos últimos anos, a direção tem queimado nossos principais ídolos como técnicos, assim foi com o Falcão, o Fernandão, o Dunga e o Clemer que saiu chamuscado. A política de vender um novo craque ou uma “promessa” por ano fez com que o time perdesse ultimamente Giuliano, Taison, Moledo e Oscar. Em contrapartida, o Inter contrata medalhões maduros a peso de ouro e que não correspondem em campo, exceto D’Alessandro. Chegou ao absurdo de perder o Rafael Sóbis para o Fluminense e contratar logo o seu reserva, Rafael Moura – He Man, de uma inutilidade completa.
O certo é que o Colorado precisa contratar meio time urgentemente e jogadores como Bolatti, Rafael Moura, Alan Patrick, Ednei, Ygor, Airton, Fabrício, Josimar, Kléber, Gabriel, entre outros, sequer merecem estar na folha de pagamento. Ainda tem o pesadelo do Elton voltando, pois nem no Criciúma ele conseguiu ficar.

Míriam Leitão está preocupada com a democracia pelo motivo errado

Ela parece desconhecer a história da 
empresa para a qual trabalha
Míriam Leitão estava hoje pela manhã no centro de uma polêmica no Twitter.
Ela postou um artigo no qual dizia que a presença de Dilma num evento contra o STF – o congresso do PT – “enfraquece a democracia”.
É curiosa a visão que certos jornalistas têm do mundo sob a ótica das empresas para as quais trabalham.
Logo o Twitter foi inundado com observações como as seguintes:
1)  E o filho de Joaquim Barbosa trabalhando na Globo, não enfraquece a democracia?
2)  E o abraço de Merval em Ayres Britto, não enfraquece a democracia?
3)  E a sonegação documentada da Globo, não enfraquece a democracia?
Mas acima de tudo: a Globo de Roberto Marinho – lembremos 1954 e 1964 – promove a democracia?
Não sou um BIM, Brasileiro Indignado com a Mídia. Quer dizer: não leio o Globo. Não vejo a Globonews. Não ouço a CBN.
Isso tudo significa que não acompanho Míriam Leitão.
Tenho, no entanto, uma simpatia longínqua por ela. Na Veja, no início da década de 1980, Míriam foi vítima de uma das demissões mais brutais que vi em minha carreira.
Éramos colegas de redação, ela na seção de Política, eu na de Economia, e éramos iniciantes.
Míriam foi demitida pelo seu chefe, Mario Sergio Conti, de uma forma inacreditável.
Mario Sergio esperou que ela fizesse a última legenda do último texto na seção. Naqueles dias, isso só acontecia por volta das 6 ou 7 horas da manhã de sábado.